O custo com o sistema que usa gás de cozinha e painéis não passa de um décimo das despesas do aquecimento convencio
Em Portugal, uma nova tecnologia de geração de energia protege o meio ambiente e o bolso dos consumidores.
A água do mar continua gelada, mas a ducha que os banhistas tomam na areia da praia é quentinha. Calor que vem da natureza. Nas parias da região de Povoa de Varzim, no norte de Portugal, a água é aquecida por painéis.
Com a luz do sol durante o dia, e mesmo à noite, com o luar, com o vento, até com a chuva.
A tecnologia utiliza gás de geladeira em vez de água dentro dos painéis. Mais sensível ao calor provocado por qualquer tipo de luz ou forma de fricção, o gás chega a 82ºC.
Depois de aquecido naturalmente, ele percorre uma serpentina dentro do reservatório d’água. “Esta é uma energia completamente limpa”, afirma um homem.
O custo com esse sistema não passa de um décimo das despesas com o aquecimento convencional.
O bolso do usuário é o termômetro do sucesso deste equipamento. Com energia elétrica e gás, uma família de, por exemplo, seis pessoas em Portugal gasta o mesmo que R$ 180 por mês para ter água quente nas torneiras, no chuveiro e no sistema de aquecimento central.
Com o equipamento, o custo não passa ao equivalente a R$ 18 mensais. Numa casa, até a piscina tem água quente graças a essa tecnologia.
O dono de um frigorífico gastava o equivalente a R$ 2 mil por mês com as caldeiras que aqueciam a água. Agora, não gasta nem R$ 200. “Quem paga o aquecimento da água é a própria natureza”.
O sistema parece sob medida para atender à nova lei ambiental portuguesa. Até 2020, todas as casas e empresas do país terão que se adaptar a formas de energia natural. A natureza respira mais aliviada.
Fonte: Jornal Nacional de 30/07/2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
Entrevista com o professor Marcos Pimenta pesquisador do instituto de Física da UFMG sobre o tema Nanotecnologia.
Marcos Assunção Pimenta, pesquisador do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), lidera, junto com o professor Alaor Silvério Chaves, o Instituto do Milênio de Nanociências . Marcos fez pós-doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. Entre suas áreas de pesquisa estão Física em nanotubos de carbono e estudo por espectroscopia Raman.
O Brasil está atrasado em Nanotecnologia ?
O Brasil possui grupos realizando trabalhos excelentes em algumas áreas de fronteira das Nanociências , que acompanham não muito de longe os países do Primeiro Mundo em pesquisa fundamental nessas áreas. No entanto, com relação à tecnologia em geral, há um descompasso importante em relação aos países mais desenvolvidos, e isto também ocorre no campo das Nanotecnologias . Temos no Brasil alguns poucos grupos trabalhando em Nanotecnologia , especialmente na área de química (catálise), fármacos e sensores.
Em quais áreas o Brasil poderia se inserir em Nanotecnologia de maneira competitiva?
Existem dois procedimentos para se obter materiais e dispositivos na escala nanométrica. É possível construir o material a partir de seus componentes básicos (seus átomos e moléculas) da mesma forma que uma criança monta uma estrutura conectando as peças de um Lego. Este é o chamado procedimento "de baixo para cima" (bottom-up). Por outro lado, é possível fabricar um objeto nanométrico a partir de um bloco maior do material, da mesma forma que um escultor constrói pequenos detalhes em uma escultura, a partir de um grande bloco de pedra ou madeira. Este procedimento "de cima para baixo" (top-down) se vale das chamadas técnicas de litografia, que corresponde a uma corrosão química seletiva e extremamente precisa de um bloco macroscópico do material. Na minha opinião, podemos ser mais competitivos na abordagem "de baixo para cima" (bottom-up), onde a síntese dos materiais e a construção dos nanodispositivos não é tão cara. Esta é uma abordagem mais recente e que não requer grandes investimentos em termos de laboratórios e equipamentos.
A infra-estrutura para pesquisa já existente permite que o Brasil dê um salto rápido em Nanotecnologia ?
Temos uma infra-estrutura bastante razoável para atacar vários problemas nas áreas de Nanociência e Nanotecnologia . Há dois anos, o CNPq montou quatro redes de pesquisa, com o intuito principal de fazer uma prospecção dos diferentes grupos trabalhando na área. Na minha opinião, este esforço foi muito importante, embora o número de membros destas redes seja muito maior do que o número de pesquisadores que realizam de fato trabalhos de qualidade nesta área. Acho que agora deve ser feito um enxugamento das redes, de modo que o apoio seja concedido para os grupos que têm tido produção de qualidade. Não devemos nem pulverizar os recursos apoiando centenas de grupos de pesquisa nem concentrá-los em um único grupo.
O senhor concorda que é preciso haver uma definição de foco para o Brasil investir em Nanotecnologia ? Quem deveria definir esse foco?
Na minha opinião, devemos apoiar todos os trabalhos de qualidade e relevância científica e tecnológica. Alguns destes trabalhos terão sucesso e outros nem tanto. Não acredito em soluções propostas por iluminados, que trabalham em gabinetes ao invés de laboratórios de pesquisa. Acho que o MCT deve fomentar projetos espontâneos de qualidade. Definição de foco e definição do grupo que vai definir o foco sempre envolve interesses e arranjos políticos. O ideal será o governo apoiar os grupos fortes, e a distribuição de recursos deve ser feita em função de pareceres de especialistas internacionais, que são em geral imunes a pressões de grupos de pesquisadores-políticos.
Qual sua opinião sobre o PPA elaborado pelo MCT?
Ele tem aspectos muito positivos, em especial em relação ao problema da formação de recursos humanos. Nanotecnologia e Nanociências são áreas interdisciplinares, que envolvem Física, Química, Biologia, Engenharias etc. A nossa pós-graduação ainda é muito fragmentada, e precisamos romper algumas amarras no sentido de fomentar uma pós-graduação interdisciplinar. O grupo que preparou o documento é de alto nível, mas talvez com um viés que priorize a abordagem "de cima para baixo" (top-down). Tenho preocupações em relação à ênfase que está sendo dada para a criação do laboratório de silício. Será que vai sobrar dinheiro para as outras áreas, que inclusive são mais baratas e atuais?
O Brasil precisa ter um laboratório de fabricação de silício, ponto principal do PPA do MCT?
Há muito tempo, anuncia-se que a era do silício está se aproximando do fim, mas o silício vem resistindo bravamente a estas previsões. Este material é altamente estratégico, e tem inúmeras aplicações tecnológicas. Acho que o Brasil precisa ter especialistas nesta área, e apoiar os grupos que vêm trabalhando com o silício. A tecnologia do silício, ao qual a microeletrônica está associada, é fundamental, precisamos de técnicas de microeletrônica para acessar o mundo nanoscópico. Por exemplo, temos um transistor nanoscópico no qual precisamos inserir fios, estabelecer conexões elétricas. Para fazer isso é importante dominar as técnicas de microeletrônica. Tenho dúvidas quanto a conveniência de se criar um novo laboratório para a pesquisa em silício. Temo que, em pouco tempo, este laboratório venha a se transformar num elefante branco. Por que não apoiar os grupos que já trabalham nesta área e modernizar os laboratórios já existentes? Se temos poucos recursos, temos de usá-los direito. Para que gastar com obras, com contratações e salários, compra de equipamento que podem ser até duplicados, ao invés de apoiar os grupos já formados?
Há muitos nichos para aplicação de silício? O Brasil poderia atuar nesses nichos?
Toda a eletrônica atual é baseada no silício e a tecnologia deste material é fundamental para se desenvolver a interface entre o mundo nanoscópico e o nosso mundo macroscópico. É óbvio que o Brasil deve dominar processos envolvendo a tecnologia do silício e, para isto, é necessário termos laboratórios de ponta nesta área e formarmos especialistas que dominem esta tecnologia. O Brasil pode não ter empresas competitivas como a Intel, por exemplo, mas precisa dominar a tecnologia e suas várias etapas. É um material muito interessante e estratégico para que a gente o ignore. Na década de 1980, houve um grande esforço no sentido apoiar a pesquisa fundamental em semicondutores, e foram abertas algumas empresas para desenvolver componentes. Muitas destas empresas não existem mais e, na minha opinião, isto se deveu ao fato de elas não terem conseguido sobreviver à competição internacional. Na época, havia uma grande expectativa de que o arseneto de gálio (GaAs) viesse a substituir o silício na eletrônica, e a maior parte dos grupos no Brasil passou a se dedicar ao estudo de semicondutores da família. Talvez tenhamos ficado, de fato, um pouco atrasados em ciência e tecnologia de semicondutores à base de silício. Sempre aparece algum material que dizem que vai substituir o silício, mas ele vem resistindo. Existem pessoas apostando que os nanotubos de carbono vão ocupar o seu lugar, mas em Harvard, por exemplo, há um grupo de pesquisa desenvolvendo dispositivos usando nanofios de silício.
Há algum país que poderia servir de modelo (com as devidas adaptações) para o Brasil em iniciativas para pesquisa, desenvolvimento e inovação em Nanotecnologia ?
Japão e EUA são bons modelos, mas investem bilhões de dólares. No Brasil, os investimento chegam, no máximo, em US$ 3 milhões, somando valores investidos nas redes e nos Institutos do Milênio. Então, se o Brasil quiser ser um país forte, precisa investir mais, não só em Nanociência , mas em ciência e tecnologia no geral. Os recursos para C&T vêm diminuindo com o passar dos anos. Na década de 1970 os investimentos eram maiores.
Todos os países que têm Nanotecnologia bem desenvolvida possuem coordenação nacional de Nanotecnologia para P&D?
Têm coordenações que envolvem não apenas o Ministério de Ciência e Tecnologia dos países, mas também ministérios de Comunicações, Energia, Saúde, Educação, Indústria e Comércio, Forças Armadas, etc. Nos EUA, o Programa de Nanotecnologia é ligado à Presidência da República. Acho que no Brasil precisamos ter uma coordenação que envolva vários ministérios, agências, como é feito em outros países.
Como fazer para que Nanociência "vire" Nanotecnologia ?
É uma questão complicada e mais ampla. A pergunta é: como ciência vira tecnologia? Primeiro, é difícil fazer essa distinção, não existe tecnologia sem ciência. A ciência entende os mecanismos básicos, como as coisas funcionam, é a base, a fundação de um prédio. A partir dela, procura-se usar essas habilidades para a aplicação. Somos muito fortes em ciência, produzimos mais de 1% da ciência mundial. O que nos falta fazer para a aplicação? Acho que precisamos promover uma interface maior entre as engenharias e a ciência básica, ter uma pós-graduação interdisciplinar, que reúna a Física, a Biologia, a Medicina, as Engenharias etc. Também é necessário um ambiente favorável para que as companhias prosperem, para que os cientistas que tenham boas idéias possam abrir uma empresa, ter um sistema de incubadoras. E, obviamente, é preciso ter uma economia estável para que os capitalistas possam investir e ter retorno. Há também um problema de mentalidade, o empresário prefere investir em mercado de ações e fundos de investimento, ao invés de fazê-lo em projetos que podem dar certo ou não.
O Brasil está atrasado em Nanotecnologia ?
O Brasil possui grupos realizando trabalhos excelentes em algumas áreas de fronteira das Nanociências , que acompanham não muito de longe os países do Primeiro Mundo em pesquisa fundamental nessas áreas. No entanto, com relação à tecnologia em geral, há um descompasso importante em relação aos países mais desenvolvidos, e isto também ocorre no campo das Nanotecnologias . Temos no Brasil alguns poucos grupos trabalhando em Nanotecnologia , especialmente na área de química (catálise), fármacos e sensores.
Em quais áreas o Brasil poderia se inserir em Nanotecnologia de maneira competitiva?
Existem dois procedimentos para se obter materiais e dispositivos na escala nanométrica. É possível construir o material a partir de seus componentes básicos (seus átomos e moléculas) da mesma forma que uma criança monta uma estrutura conectando as peças de um Lego. Este é o chamado procedimento "de baixo para cima" (bottom-up). Por outro lado, é possível fabricar um objeto nanométrico a partir de um bloco maior do material, da mesma forma que um escultor constrói pequenos detalhes em uma escultura, a partir de um grande bloco de pedra ou madeira. Este procedimento "de cima para baixo" (top-down) se vale das chamadas técnicas de litografia, que corresponde a uma corrosão química seletiva e extremamente precisa de um bloco macroscópico do material. Na minha opinião, podemos ser mais competitivos na abordagem "de baixo para cima" (bottom-up), onde a síntese dos materiais e a construção dos nanodispositivos não é tão cara. Esta é uma abordagem mais recente e que não requer grandes investimentos em termos de laboratórios e equipamentos.
A infra-estrutura para pesquisa já existente permite que o Brasil dê um salto rápido em Nanotecnologia ?
Temos uma infra-estrutura bastante razoável para atacar vários problemas nas áreas de Nanociência e Nanotecnologia . Há dois anos, o CNPq montou quatro redes de pesquisa, com o intuito principal de fazer uma prospecção dos diferentes grupos trabalhando na área. Na minha opinião, este esforço foi muito importante, embora o número de membros destas redes seja muito maior do que o número de pesquisadores que realizam de fato trabalhos de qualidade nesta área. Acho que agora deve ser feito um enxugamento das redes, de modo que o apoio seja concedido para os grupos que têm tido produção de qualidade. Não devemos nem pulverizar os recursos apoiando centenas de grupos de pesquisa nem concentrá-los em um único grupo.
O senhor concorda que é preciso haver uma definição de foco para o Brasil investir em Nanotecnologia ? Quem deveria definir esse foco?
Na minha opinião, devemos apoiar todos os trabalhos de qualidade e relevância científica e tecnológica. Alguns destes trabalhos terão sucesso e outros nem tanto. Não acredito em soluções propostas por iluminados, que trabalham em gabinetes ao invés de laboratórios de pesquisa. Acho que o MCT deve fomentar projetos espontâneos de qualidade. Definição de foco e definição do grupo que vai definir o foco sempre envolve interesses e arranjos políticos. O ideal será o governo apoiar os grupos fortes, e a distribuição de recursos deve ser feita em função de pareceres de especialistas internacionais, que são em geral imunes a pressões de grupos de pesquisadores-políticos.
Qual sua opinião sobre o PPA elaborado pelo MCT?
Ele tem aspectos muito positivos, em especial em relação ao problema da formação de recursos humanos. Nanotecnologia e Nanociências são áreas interdisciplinares, que envolvem Física, Química, Biologia, Engenharias etc. A nossa pós-graduação ainda é muito fragmentada, e precisamos romper algumas amarras no sentido de fomentar uma pós-graduação interdisciplinar. O grupo que preparou o documento é de alto nível, mas talvez com um viés que priorize a abordagem "de cima para baixo" (top-down). Tenho preocupações em relação à ênfase que está sendo dada para a criação do laboratório de silício. Será que vai sobrar dinheiro para as outras áreas, que inclusive são mais baratas e atuais?
O Brasil precisa ter um laboratório de fabricação de silício, ponto principal do PPA do MCT?
Há muito tempo, anuncia-se que a era do silício está se aproximando do fim, mas o silício vem resistindo bravamente a estas previsões. Este material é altamente estratégico, e tem inúmeras aplicações tecnológicas. Acho que o Brasil precisa ter especialistas nesta área, e apoiar os grupos que vêm trabalhando com o silício. A tecnologia do silício, ao qual a microeletrônica está associada, é fundamental, precisamos de técnicas de microeletrônica para acessar o mundo nanoscópico. Por exemplo, temos um transistor nanoscópico no qual precisamos inserir fios, estabelecer conexões elétricas. Para fazer isso é importante dominar as técnicas de microeletrônica. Tenho dúvidas quanto a conveniência de se criar um novo laboratório para a pesquisa em silício. Temo que, em pouco tempo, este laboratório venha a se transformar num elefante branco. Por que não apoiar os grupos que já trabalham nesta área e modernizar os laboratórios já existentes? Se temos poucos recursos, temos de usá-los direito. Para que gastar com obras, com contratações e salários, compra de equipamento que podem ser até duplicados, ao invés de apoiar os grupos já formados?
Há muitos nichos para aplicação de silício? O Brasil poderia atuar nesses nichos?
Toda a eletrônica atual é baseada no silício e a tecnologia deste material é fundamental para se desenvolver a interface entre o mundo nanoscópico e o nosso mundo macroscópico. É óbvio que o Brasil deve dominar processos envolvendo a tecnologia do silício e, para isto, é necessário termos laboratórios de ponta nesta área e formarmos especialistas que dominem esta tecnologia. O Brasil pode não ter empresas competitivas como a Intel, por exemplo, mas precisa dominar a tecnologia e suas várias etapas. É um material muito interessante e estratégico para que a gente o ignore. Na década de 1980, houve um grande esforço no sentido apoiar a pesquisa fundamental em semicondutores, e foram abertas algumas empresas para desenvolver componentes. Muitas destas empresas não existem mais e, na minha opinião, isto se deveu ao fato de elas não terem conseguido sobreviver à competição internacional. Na época, havia uma grande expectativa de que o arseneto de gálio (GaAs) viesse a substituir o silício na eletrônica, e a maior parte dos grupos no Brasil passou a se dedicar ao estudo de semicondutores da família. Talvez tenhamos ficado, de fato, um pouco atrasados em ciência e tecnologia de semicondutores à base de silício. Sempre aparece algum material que dizem que vai substituir o silício, mas ele vem resistindo. Existem pessoas apostando que os nanotubos de carbono vão ocupar o seu lugar, mas em Harvard, por exemplo, há um grupo de pesquisa desenvolvendo dispositivos usando nanofios de silício.
Há algum país que poderia servir de modelo (com as devidas adaptações) para o Brasil em iniciativas para pesquisa, desenvolvimento e inovação em Nanotecnologia ?
Japão e EUA são bons modelos, mas investem bilhões de dólares. No Brasil, os investimento chegam, no máximo, em US$ 3 milhões, somando valores investidos nas redes e nos Institutos do Milênio. Então, se o Brasil quiser ser um país forte, precisa investir mais, não só em Nanociência , mas em ciência e tecnologia no geral. Os recursos para C&T vêm diminuindo com o passar dos anos. Na década de 1970 os investimentos eram maiores.
Todos os países que têm Nanotecnologia bem desenvolvida possuem coordenação nacional de Nanotecnologia para P&D?
Têm coordenações que envolvem não apenas o Ministério de Ciência e Tecnologia dos países, mas também ministérios de Comunicações, Energia, Saúde, Educação, Indústria e Comércio, Forças Armadas, etc. Nos EUA, o Programa de Nanotecnologia é ligado à Presidência da República. Acho que no Brasil precisamos ter uma coordenação que envolva vários ministérios, agências, como é feito em outros países.
Como fazer para que Nanociência "vire" Nanotecnologia ?
É uma questão complicada e mais ampla. A pergunta é: como ciência vira tecnologia? Primeiro, é difícil fazer essa distinção, não existe tecnologia sem ciência. A ciência entende os mecanismos básicos, como as coisas funcionam, é a base, a fundação de um prédio. A partir dela, procura-se usar essas habilidades para a aplicação. Somos muito fortes em ciência, produzimos mais de 1% da ciência mundial. O que nos falta fazer para a aplicação? Acho que precisamos promover uma interface maior entre as engenharias e a ciência básica, ter uma pós-graduação interdisciplinar, que reúna a Física, a Biologia, a Medicina, as Engenharias etc. Também é necessário um ambiente favorável para que as companhias prosperem, para que os cientistas que tenham boas idéias possam abrir uma empresa, ter um sistema de incubadoras. E, obviamente, é preciso ter uma economia estável para que os capitalistas possam investir e ter retorno. Há também um problema de mentalidade, o empresário prefere investir em mercado de ações e fundos de investimento, ao invés de fazê-lo em projetos que podem dar certo ou não.
PRIMEIRA ATIVIDADE DESENVOLVIDA DURANTE O CURSO DE MÍDIAS
A inserção de novas tecnologias na educação (Texto Síntese)
O texto 1(escrito por Maria Elisabete Brisola Brito Prado) como o texto 2(escrito por José Armando Valente) comutam em afirmar que a utilização de novos aparatos tecnológicos são de extrema importância na atividade do professor. Além de trabalhar com os já velho conhecidos quadro branco e piloto o docente deve interagir com novas tecnologias de forma a não se tornar um profissional ultrapassado. Porém o que se constata é uma realidade em que muitos professores não possuem afinidade em utilizar programas de computador, internet entre outros gerando então uma aversão a utilização dessas ferramentas em ambiente escolar.
Em uma sociedade globalizada onde as pessoas frequentemente usam fax, “e-mails” e videoconferências com finalidade de manterem relações profissionais e pessoais a escola como formadora de cidadãos não pode ficar excluída deste processo. Embora a maioria das instituições de ensino já possuam muitos aparatos tecnológicos estes não são explorados devido a falta de profissionais habilitados que possam manuseá-los.
Porém não se deve afirmar que esta problemática enfrentada pela escola reflita na sua clientela pois a maioria dos estudantes fazem uso da rede mundial de computadores(internet) mas se restringem apenas ao acesso a “sites” de relacionamento como “Orkut”, “MSN” etc perdendo a oportunidade de realizarem pesquisas sobre diversos assuntos.
O professor cujos instrumentos cotidianos de trabalho são o quadro branco e piloto mostra-se incapaz de competir com variadas tecnologias as quais seus alunos tem con tato(celulares, mp3 etc) e o estudante por outro lado não se sente motivado a ser expectador de uma aula onde exista somente uma pessoa transmitindo informações separada de recursos áudio-visuais.
É necessário que se introduzam diferentes aparatos tecnológicos na atividade pedagógica dos educadores mas que não se limitem apenas a fazerem parte de uma disciplina ou grade curricular sendo importantes também em um processo de inclusão social.
O texto 1(escrito por Maria Elisabete Brisola Brito Prado) como o texto 2(escrito por José Armando Valente) comutam em afirmar que a utilização de novos aparatos tecnológicos são de extrema importância na atividade do professor. Além de trabalhar com os já velho conhecidos quadro branco e piloto o docente deve interagir com novas tecnologias de forma a não se tornar um profissional ultrapassado. Porém o que se constata é uma realidade em que muitos professores não possuem afinidade em utilizar programas de computador, internet entre outros gerando então uma aversão a utilização dessas ferramentas em ambiente escolar.
Em uma sociedade globalizada onde as pessoas frequentemente usam fax, “e-mails” e videoconferências com finalidade de manterem relações profissionais e pessoais a escola como formadora de cidadãos não pode ficar excluída deste processo. Embora a maioria das instituições de ensino já possuam muitos aparatos tecnológicos estes não são explorados devido a falta de profissionais habilitados que possam manuseá-los.
Porém não se deve afirmar que esta problemática enfrentada pela escola reflita na sua clientela pois a maioria dos estudantes fazem uso da rede mundial de computadores(internet) mas se restringem apenas ao acesso a “sites” de relacionamento como “Orkut”, “MSN” etc perdendo a oportunidade de realizarem pesquisas sobre diversos assuntos.
O professor cujos instrumentos cotidianos de trabalho são o quadro branco e piloto mostra-se incapaz de competir com variadas tecnologias as quais seus alunos tem con tato(celulares, mp3 etc) e o estudante por outro lado não se sente motivado a ser expectador de uma aula onde exista somente uma pessoa transmitindo informações separada de recursos áudio-visuais.
É necessário que se introduzam diferentes aparatos tecnológicos na atividade pedagógica dos educadores mas que não se limitem apenas a fazerem parte de uma disciplina ou grade curricular sendo importantes também em um processo de inclusão social.
SEGUNDA ATIVIDADE DESENVOLVIDA DURANTE O CURSO DE MÍDIAS
Roteiro de Atividades
Curso As Mídias Na Educação.
1.1 Cursistaà Paulo Henrique Portela Oliveira.
1.2 Tutoraà Elyene Adorno.
1.3 Atividadeà Pesquisa sobre o tema Energia.
1.4 Sérieà O público alvo para realização desta atividade foi uma turma do ano
do ensino médio do Centro Integrado de Educação Assis
Chateaubriand.
1.5. Carga Horáriaà Foram utilizadas 3 aulas para a realização desta atividade
sendo que na aula foi passado para os alunos como seria
desenvolvida a atividade. Durante a aula houve o
recebimento dos trabalhos e na aula a conclusão da
atividade com uma discussão sobre o tema proposto.
2. Objetivo Geralà Fazer com que o estudante de uma turma do ano
do ensino médio tenha contato com o tema Energia que consiste
num dos mais importantes conteúdos no estudo da Física.
O assunto Energia faz parte do conteúdo programático da
série do ensino médio porém como a carga horária da disciplina
Física nas escolas públicas é baixa(apenas duas aulas semanais)
os estudantes desta série só possuem a oportunidade de estudarem Energia na série seguinte( série) de uma forma bem sucinta. Através deste trabalho o estudante não só pesquisou sobre o já citado tema fazendo uso da internet como também utilizou-se de outras fontes tais como livros, revistas
científicas e jornais.
3. Objetivos Específicosà a) Despertar em uma turma do ano do ensino médio
do colégio Assis Chateaubriand a importância do tema
Energia, ou seja, seu conceito, os diferentes tipos de
energia e os benefícios de cada uma para o ser
humano.
b) Fazer com que os estudantes utilizem a ferramenta
internet sem se restringir apenas ao contato com
“sites”de relacionamento(Orkut, MSN etc.) mas que
também acessem a “sites” de pesquisas de temas
científicos.
c) Redespertar no estudante o hábito de consultar livros,
enciclopédias etc com o propósito de adquirirem mais
conhecimento e vocabulário.
4. Metodologiaà Os estudantes foram orientados a realizarem esta atividade através de
consultas a endereços na rede mundial de computadores como
também a livros didáticos do ensino médio, revistas científicas,
jornais. Todas as fontes de pesquisadas utilizadas pelos alunos
devem constar nas referências bibliográficas da atividade.
5. Recursosà Foram utilizados os seguintes recursos para a realização deste trabalho:
computador, internet, impressora(para os trabalhos que foram entregues
impressos), livros, revistas científicas e jornais.
6. Avaliaçãoà Foram levados em conta os seguintes pontos no critério de avaliação:
· Cabeçalho(nome, série, turma professor e apresentação do tema)
· Introduçãoà O que é Energia?
· Desenvolvimentoà Os diferentes tipos de energia.
· Conclusãoà Em que aspectos os diferentes tipos de energia são
importantes para os seres vivos
As notas atribuídas aos alunos nos trabalhos foram compreendidas no
intervalo de 0 a 1,5 pontos.
7. Bibligrafiaà
· Site de Dona FiFi.
· Site do Portal da Física.
· Site do GREF(Grupo de Reelaboração do Ensino de Física).
· Física- Volume 1- Máximo, Antônio e Alvarenga, Beatriz - Editora Scipione.
· Física- Volume Único- Gaspar, Alberto- Editora Ática.
· Universo da Física- Volume 1- Sampaio, José Luiz e
Calçada, Caio Sérgio- Atual Editora.
· Física-Ciência e Tecnologia- Volume 1- Penteado, Paulo César Torres , Carlos Magno- Editora Moderna.
· Física História e Cotidiano- Volume Único- Bonjorno e Clinton-Editora FTD
· Física- Volume 1- Paraná, Djalma da Silva—Editora Ática.
· Os Fundamentos da Física- Volume 1- Ramalho Júnior, Francisco- Editora Moderna.
Curso As Mídias Na Educação.
1.1 Cursistaà Paulo Henrique Portela Oliveira.
1.2 Tutoraà Elyene Adorno.
1.3 Atividadeà Pesquisa sobre o tema Energia.
1.4 Sérieà O público alvo para realização desta atividade foi uma turma do ano
do ensino médio do Centro Integrado de Educação Assis
Chateaubriand.
1.5. Carga Horáriaà Foram utilizadas 3 aulas para a realização desta atividade
sendo que na aula foi passado para os alunos como seria
desenvolvida a atividade. Durante a aula houve o
recebimento dos trabalhos e na aula a conclusão da
atividade com uma discussão sobre o tema proposto.
2. Objetivo Geralà Fazer com que o estudante de uma turma do ano
do ensino médio tenha contato com o tema Energia que consiste
num dos mais importantes conteúdos no estudo da Física.
O assunto Energia faz parte do conteúdo programático da
série do ensino médio porém como a carga horária da disciplina
Física nas escolas públicas é baixa(apenas duas aulas semanais)
os estudantes desta série só possuem a oportunidade de estudarem Energia na série seguinte( série) de uma forma bem sucinta. Através deste trabalho o estudante não só pesquisou sobre o já citado tema fazendo uso da internet como também utilizou-se de outras fontes tais como livros, revistas
científicas e jornais.
3. Objetivos Específicosà a) Despertar em uma turma do ano do ensino médio
do colégio Assis Chateaubriand a importância do tema
Energia, ou seja, seu conceito, os diferentes tipos de
energia e os benefícios de cada uma para o ser
humano.
b) Fazer com que os estudantes utilizem a ferramenta
internet sem se restringir apenas ao contato com
“sites”de relacionamento(Orkut, MSN etc.) mas que
também acessem a “sites” de pesquisas de temas
científicos.
c) Redespertar no estudante o hábito de consultar livros,
enciclopédias etc com o propósito de adquirirem mais
conhecimento e vocabulário.
4. Metodologiaà Os estudantes foram orientados a realizarem esta atividade através de
consultas a endereços na rede mundial de computadores como
também a livros didáticos do ensino médio, revistas científicas,
jornais. Todas as fontes de pesquisadas utilizadas pelos alunos
devem constar nas referências bibliográficas da atividade.
5. Recursosà Foram utilizados os seguintes recursos para a realização deste trabalho:
computador, internet, impressora(para os trabalhos que foram entregues
impressos), livros, revistas científicas e jornais.
6. Avaliaçãoà Foram levados em conta os seguintes pontos no critério de avaliação:
· Cabeçalho(nome, série, turma professor e apresentação do tema)
· Introduçãoà O que é Energia?
· Desenvolvimentoà Os diferentes tipos de energia.
· Conclusãoà Em que aspectos os diferentes tipos de energia são
importantes para os seres vivos
As notas atribuídas aos alunos nos trabalhos foram compreendidas no
intervalo de 0 a 1,5 pontos.
7. Bibligrafiaà
· Site de Dona FiFi.
· Site do Portal da Física.
· Site do GREF(Grupo de Reelaboração do Ensino de Física).
· Física- Volume 1- Máximo, Antônio e Alvarenga, Beatriz - Editora Scipione.
· Física- Volume Único- Gaspar, Alberto- Editora Ática.
· Universo da Física- Volume 1- Sampaio, José Luiz e
Calçada, Caio Sérgio- Atual Editora.
· Física-Ciência e Tecnologia- Volume 1- Penteado, Paulo César Torres , Carlos Magno- Editora Moderna.
· Física História e Cotidiano- Volume Único- Bonjorno e Clinton-Editora FTD
· Física- Volume 1- Paraná, Djalma da Silva—Editora Ática.
· Os Fundamentos da Física- Volume 1- Ramalho Júnior, Francisco- Editora Moderna.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
A usina nuclear de Angra 3
Angra 3 recebe licença prévia
O presidente do Ibama assinou, nesta quarta-feira, a licença prévia para a retomada das obras na Usina Nuclear Angra 3, com 60 exigências a serem cumpridas pela empresa responsável pelo empreendimento.
O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias Franco, assinou nesta quarta-feira (23) a licença prévia para a retomada das obras na Usina Nuclear Angra 3, localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A licença tem 60 exigências a serem cumpridas pela concessionária ou empresa responsável pela contrução.
Dentre as várias condições, o empreendedor deverá dar uma solução definitiva para o lixo nuclear que será produzido pela usina, antes mesmo do início da operação da Unidade 3. O monitoramento da radiação deverá ser feito por uma fundação universitária ou empresa independente da Eletrobrás. "Na análise do Estudo de Impacto Ambiental apresentado foi dada atenção especial a aspectos relacionados com a segurança das instalações nucleares e com a segurança das populações e áreas vizinhas", afirma Messias Franco. A empresa responsável pela obra deverá investir cerca de R$ 50 milhões em saneamento básico das cidades de Angra dos Reis e Paraty, no litoral do Rio de Janeiro. Além disso, deverá adotar o Parque Nacional da Serra da Bocaina, na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, e implantar a Estrada Parque da Bocaina, trecho Paraty-Cunha. Outra exigência é a realização de projeto de educação ambiental, com atividades de conscientização para acabar com a pesca de arrasto e propor novas atividades pesqueiras na região. O projeto também deverá fazer ações de conscientizar popular sobre a importância dos ecossistemas de mangues, restingas e Mata Atlântica. Dentro do Programa de Saúde Pública, o empreendedor tem de apresentar os resultados dos estudos técnicos desenvolvidos pela Fundação Oswaldo Cruz sobre os possíveis efeitos de radiação, a longo prazo, na população do entorno da usina, que deverá ser assistida por programas de inserção social. E devem ser elaborados programas de ações direcionados às populações indígenas e quilombolas com a participação de seus integrantes.
Fonte:revista Época
O presidente do Ibama assinou, nesta quarta-feira, a licença prévia para a retomada das obras na Usina Nuclear Angra 3, com 60 exigências a serem cumpridas pela empresa responsável pelo empreendimento.
O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias Franco, assinou nesta quarta-feira (23) a licença prévia para a retomada das obras na Usina Nuclear Angra 3, localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A licença tem 60 exigências a serem cumpridas pela concessionária ou empresa responsável pela contrução.
Dentre as várias condições, o empreendedor deverá dar uma solução definitiva para o lixo nuclear que será produzido pela usina, antes mesmo do início da operação da Unidade 3. O monitoramento da radiação deverá ser feito por uma fundação universitária ou empresa independente da Eletrobrás. "Na análise do Estudo de Impacto Ambiental apresentado foi dada atenção especial a aspectos relacionados com a segurança das instalações nucleares e com a segurança das populações e áreas vizinhas", afirma Messias Franco. A empresa responsável pela obra deverá investir cerca de R$ 50 milhões em saneamento básico das cidades de Angra dos Reis e Paraty, no litoral do Rio de Janeiro. Além disso, deverá adotar o Parque Nacional da Serra da Bocaina, na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, e implantar a Estrada Parque da Bocaina, trecho Paraty-Cunha. Outra exigência é a realização de projeto de educação ambiental, com atividades de conscientização para acabar com a pesca de arrasto e propor novas atividades pesqueiras na região. O projeto também deverá fazer ações de conscientizar popular sobre a importância dos ecossistemas de mangues, restingas e Mata Atlântica. Dentro do Programa de Saúde Pública, o empreendedor tem de apresentar os resultados dos estudos técnicos desenvolvidos pela Fundação Oswaldo Cruz sobre os possíveis efeitos de radiação, a longo prazo, na população do entorno da usina, que deverá ser assistida por programas de inserção social. E devem ser elaborados programas de ações direcionados às populações indígenas e quilombolas com a participação de seus integrantes.
Fonte:revista Época
segunda-feira, 21 de julho de 2008
As irreverências de Galileu Galilei
Quando eu era aluno do então primeiro ano do Curso Científico do Colégio Estadual “Paes de Carvalho” (o lendário CEPC), em Belém do Pará, no ano de 1951, meu professor de Física, o agrônomo brasileiro José Maria Hesketh Condurú (1900-1974), gostava de inserir fatos curiosos sobre os físicos e a História da Física [fatos esses mais tarde traduzidos em artigos que escreveu nos jornais de Belém e reunidos em livros que publicou, como por exemplo: A Energia Nuclear Construiu as Pirâmides do Egito (Imprensa Universitária do Pará, 1966)], sempre que falava sobre alguma lei física. Um certo dia, quando ele falava sobre a lei do pêndulo (“o isocronismo do pêndulo, ou seja, ele leva o mesmo tempo para ir e voltar em sua oscilação qualquer que seja o seu comprimento”) descoberta pelo físico e astrônomo italiano Galileu Galilei (1564-1642), por volta de 1581 ou 1583, ao observar as oscilações do candelabro pendurado no teto do batistério do Duomo de Pisa (vide verbete nesta série), ele parou e contou a seguinte história, reproduzida por ele no livro citado acima e registrada a seguir com algumas inclusões minhas. Por insistência de seu pai, Vicenzio Galilei (1520-1591), que era um conhecido músico alaudista, matriculou-o, aos 16 anos de idade, no outono de 1580, na Universidade de Pisa, para estudar Medicina. Contudo, depois de se formar, essa Universidade recusou a conceder-lhe o grau de médico. Mais tarde, quando tinha 25 anos de idade, voltou a essa mesma Universidade, agora como professor de Matemática. Um dos primeiros trabalhos dele foi uma verdadeira sátira em prosa, a ridicularizar o uso da borla, do capelo e das vestes talares, que deveriam ser envergadas, quer dentro da Universidade, quer nas ruas. O “velho Condurú”, como carinhosamente seus alunos o chamavam (embora tivesse apenas 51 anos de idade, naquela ocasião), concluía a história dizendo que a irreverência de Galileu se estendia à própria língua oficial Universitária usada na época, o latim, já que ministrava suas aulas em italiano, bem como, muito mais tarde, escreveu, também em italiano, seus dois principais livros: Dialogo supra i due Massimi Sistemi Del Mondo Tolemaico e Copernicano [“Diálogo sobre os Dois Máximos Sistemas do Mundo Ptolomaico e Copernicano” (Discurso Editorial/FAPESP, 2001)], publicado em 1632, e Discorsi e Dimostrazione Mathematiche intorno a Due Nuove Scienze Attenenti alla Mechanica ed i Movimento Locali [“Discursos e Demonstrações Matemáticas em torno de Duas Novas Ciências Atinentes à Mecânica e aos Movimentos Locais” (Ched Editorial e Nova Stella Editorial, 1985), de 1638.
Referência Bibliográfica: Site de Dona Fifi
Curiosidades de Física escritas pelo professor José Maria Bassalo
Em verbetes desta série, tratamos de alguns aspectos da vida do físico germano-suíço-norte-americano Albert Einstein (1879-1955; PNF, 1921) fora de sua atividade como cientista. Neste verbete, veremos a sua relação com a música. Para isso, usaremos, basicamente, os seguintes textos: Helen Dukas e Banesh Hoffmann (Organizadores), Albert Einstein: O Lado Humano (EDUnB, 1984); Isaías Golgher, O Universo Físico e Humano de Albert Einstein (Oficina de Livros, 1991); Alice Calaprice, Assim Falou Einstein (Civilização Brasileira, 1998); Cássio Leite Vieira, Einstein: O Reformulador do Universo (Odysseus, 2003); Fritz Stern, O Mundo Alemão de Einstein (Companhia das Letras, 2004); e Walter Isaacson, Einstein: Sua Vida, Seu Universo (Companhia das Letras, 2007). Einstein começou a estudar violino, em 1885, quando tinha 6 anos de idade, tendo sua mãe [Pauline Koch (1858-1920)] como sua professora. Depois, por intermédio de um professor, continuou estudando, diariamente, até aos 14 anos. Durante esse aprendizado, ele sempre rejeitava as normas mecânicas que esse seu professor usava como sendo supostamente didáticas. Contudo, foi somente aos 13 anos que ele realmente se interessou em estudar violino quando “caiu de amor” pelas sonatas dos compositores, o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) e o alemão Ludwig von Beethoven (1770-1827), que as tocava acompanhado por sua mãe ao piano. A partir daí, o violino passou a ser a sua grande paixão que, freqüentemente, tocava para acalmar seus filhos Hans Albert (1904-1973) e Eduard (1910-1965), sozinho ou acompanhando um quarteto de cordas. Em novembro de 1902, Einstein e os amigos, o engenheiro e matemático alemão Conrad Habicht (1876-1958) e o arquiteto romeno Maurice Solovine (1875-1958), fundaram a Akademie Olympia, que inicialmente funcionava em cafés, cervejarias e recitais de música que aconteciam na cidade de Berna. Depois de seu casamento com a húngara Mileva Maric (1875-1948), em 06 de janeiro de 1903, a Academia se fixou no pequeno apartamento dos Einstein, na rua Kramgasse, 49. Era comum Einstein tocar o seu violino – Lina [Lina Einstein (1875-1944), era o nome de sua prima]-, depois das longas discussões (que podiam durar a noite inteira) que mantinham sobre Física, Matemática, Filosofia e Literatura (ver relação dos temas discutidos em verbete desta série). É interessante destacar que a paixão de Einstein pelo violino, o fez tocar nas mais diversas situações. Com efeito, em um das visitas que fez ao seu amigo, o ator e diretor inglês-norte-americano Sir Charlie (Charles Spencer) Chaplin (1889-1977), tocou quartetos de Mozart. De outra feita, quando foi homenageado com um jantar depois de ministrar uma palestra no Departamento de Física da Universidade de Praga, convidado por seu amigo, o físico alemão Philipp Frank (1884-1966), depois de ouvir os discursos em sua homenagem, respondeu aos mesmos, não com um outro discurso, e sim, usando o seu violino e tocando uma sonata de Mozart. A mesma postura ele usou na Universidade de Chicago, quando lá foi fazer três palestras, e na Universidade de Genebra, pois, enquanto membro da Liga das Nações, deveria pronunciar um discurso para os alunos dessa Universidade. Em 1931, quando foi a Antuérpia visitar o casal real belga, o Rei Alberto I (1875-1934) e a Rainha Elisabeth, Einstein passou a tarde tocando Mozart com ela, tomando chá e tentando lhe explicar a relatividade. Aliás, a tentativa de explicar a relatividade já fora usada por Einstein, com o famoso violinista russo Toscha Seidel (1899-1962), quando este lhe deu alguns conselhos musicais, enquanto realizavam um pequeno recital na casa de Einstein, já casado com Elsa Löwenthal (1876-1936), no qual tocaram obras de Mozart e do compositor austríaco Franz Joseph Haydn (1732-1809), com Toscha no primeiro violino e Einstein, no segundo. Quando passava as férias de verão em um pequeno chalé alugado em Long Island, ele tocava Bach com o dono de uma loja na qual comprava sandálias. Era também costume de Einstein tocar violino no terceto que ele formava com o físico alemão Max Karl Ernest Planck (1858-1947; PNF, 1918) e com Erwin (1893-1945), filho caçula do primeiro casamento de Planck. Registre-se que Erwin, mais tarde, se tornou um político e foi membro da Resistência Alemã que lutou contra o Nazismo. Por haver participado do frustrado atentado no dia 20 de junho de 1944 contra a vida do ditador Adolf Hitler (1889-1945), Erwin foi preso no dia 23 de julho de 1944 e enforcado no dia 23 de janeiro de 1945, na Prisão Plötzensee, em Berlin. [en.wikipedia.org/wiki/Erwin_Planck; Thomas Powers, Heisenberg´s War: The Secret History of the German Bomb (Da Capo Press, 1993).] É ainda oportuno ressaltar que Einstein também dava concertos de violino para ajudar em alguma causa, como, por exemplo, em 1934, em Manhattan, Nova York, em apoio aos refugiados judeus em virtude da ascensão do Nazismo, em 1933, ele apresentou o Concerto para dois violinos em ré menor de Bach e o Quarteto em sol maior de Mozart; e em fevereiro de 1941, em Princeton, para arrecadar fundos para crianças carentes, em um evento organizado pelo American Friends Service Committee. Além de estudar os grandes compositores, Einstein também emitia opiniões sobre as suas composições. Certa vez, quando ele tentava tocar, no piano (pois seus dedos envelhecidos já não mais lhe permitiam tocar violino), uma peça de Mozart, e como encontrara dificuldade, virou-se para a sua enteada Margot Einstein (1899-1986) e exclamou, sorrindo: Mozart escreveu tamanha bobagem aqui!. Contudo, toda a vez que seu improviso não dava certo, encontrava consolo em Mozart. Por outro lado, quando percebia que o improviso levaria a alguma coisa que prestasse, ele recorria às estruturas precisas do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), para dar continuidade à melodia que estava tentando criar. Aliás, sobre Bach, Beethoven e Mozart, Einstein dizia: Beethoven criava a sua música, mas a música de Mozart é tão pura que parece estar presente no universo desde sempre. Ao contrastar Beethoven e Bach, ele afirmava que não se sentia muito à vontade ouvindo Beethoven, pois o achava “muito pessoal, quase desnudo”. E completava: Prefiro Bach, e depois mais Bach. Quando o editor de um semanário ilustrado alemão, em 24 de março de 1928, lhe perguntou sobre Bach, respondeu: Isso é o que tenho a dizer sobre a obra de Bach: ouça, toque, ame, reverencie – e mantenha a boca fechada. Einstein também apreciava e opinava sobre outros compositores. Por exemplo, sobre o compositor austríaco Franz Peter Schubert (1797-1828), também um de seus preferidos, dizia que ele tinha uma “superlativa capacidade de expressar emoções”, no entanto, o perturbava pela falta de uma “certa arquitetura”. Quando o editor de um periódico perguntou-lhe sobre esse compositor, em 10 de novembro de 1928, Einstein escreveu: Toque a música, ame – e cale a boca!. Por sua vez, sobre o compositor germano-inglês George Frideric Handel (1685-1759), Einstein achava-o perfeito, porém tinha uma “certa superficialidade”. Já o compositor e pianista, o alemão Felix Mendelssohn (1809-1847), demonstrava, segundo Einstein, “talento considerável, mas uma falta de profundidade indefinível que costumava desembocar na banalidade”. Embora admirasse o compositor dramático alemão Willhelm Richard Wagner (1813-1883), Einstein achava que ele tinha “falta de estrutura arquitetônica, que considero como decadência”; embora admirasse a sua inventividade, Einstein considerava que sua personalidade musical era “indescritivelmente ofensiva”, o que lhe causava um certo desprazer quando o ouvia. Além dos compositores referidos acima, Einstein também ouvia outros: o romântico alemão Richard Georg Strauss (1864-1949), que achava ser “talentoso, mas desprovido de verdade interior”; o também romântico alemão Robert Alexander Schumann (1810-1856), que o atraía em suas obras menores, pela “originalidade e riqueza de sentimento”, porém, sua falta de “grandeza formal”, o impedia de ter uma plena satisfação; o pianista alemão Johannes Brahms (1833-1897), de quem Einstein gostava principalmente de suas peças de câmara, mas que a maioria de suas obras não o persuadia interiormente; e o francês Achille-Claude Debussy (1862-1918), cuja obra achava “delicadamente colorida, mas que mostrava uma pobreza de estrutura”. Com relação ao gosto de Einstein pela música, é oportuno registrar que outros amigos dele, além dos “acadêmicos”, também compartilhavam com ele esse gosto. Por exemplo, o professor de matemática da ETH (Eidgenössische Technische Hochschule -Escola Politécnica Federal) de Zurique, o alemão Adolf Hurwitz (1859-1919), promovia uns recitais de música nas tardes de domingo em sua residência. Nesses recitais, além de Mozart, o favorito de Einstein, Hurwitz incluía também Schumann, o preferido de Mileva. Em fevereiro de 1913, quando a relação entre Einstein e Mileva estava crítica, Hurwitz programou um recital só de Schumann. É ainda interessante destacar que Einstein e seu amigo, o físico austro-alemão Paul Ehrenfest (1880-1913), depois de discutirem sobre a generalização da Teoria da Relatividade Restrita, formulada por Einstein, em 1905, gostavam de relaxar nas tardes de domingo, tocando Brahms, com Einstein no violino, Ehrenfest ao piano, e o filho Hans Albert, então com sete anos de idade, cantando. Na conclusão deste verbete, destacaremos mais dois aspectos relação de Einstein com a música (ver Dukas e Hoffmann, op. cit.). O primeiro, foi a declaração que escreveu quando o grande regente italiano Arturo Toscanini (1867-1957) recebeu a American Hebrew Medal, em janeiro de 1938: Só alguém que se dedica a uma causa com toda a sua força e toda a sua alma pode ser um verdadeiro mestre. Por essa razão, mestria exige tudo de uma pessoa. Toscanini demonstra isso em cada manifestação de sua vida. O segundo, foi a resposta que deu, em 23 de outubro de 1928, à pergunta que lhe fizeram sobre a relação entre o gosto pela música e a pesquisa científica: A música não influencia a atividade de pesquisa, mas ambas são nutridas pela mesma fonte de inspiração e complementam uma à outra na libertação que propiciam.
100 anos de prêmio Nobel.
1 - ROENTGEN - Esse foi o primeiro, há exatamente 100 anos. E, em 1905, Lenard, que já era nazista antes de Hitler, também ganhou o seu.
2 - MULHERES - Elas costumam ser garfadas pelo comitê sueco. Entre outras, Lise Meitner, Chien-Shiung Wu e Jocelyn Bell foram preteridas.
3 - BARDEEN - Foi o único a ganhar dois prêmios de Física. Assim mesmo, pisou na bola em uma polêmica com Josephson.
4 - JOSEPHSON - Ganhou a briga com Bardeen, o prêmio Nobel aos 33 anos e depois pirou de vez.
5 - SHOCKLEY - Inventou o transistor e a disgenia. Seu esperma deve estar mofando em alguma geladeira americana.
6 - LATTES - Um brasileiro que poderia ter sido e que não foi. O que será que Bohr achou disso?
7 - HOYLE - Não ganhou por não ser convencional e certinho. Do mesmo modo que Borges.
2 - MULHERES - Elas costumam ser garfadas pelo comitê sueco. Entre outras, Lise Meitner, Chien-Shiung Wu e Jocelyn Bell foram preteridas.
3 - BARDEEN - Foi o único a ganhar dois prêmios de Física. Assim mesmo, pisou na bola em uma polêmica com Josephson.
4 - JOSEPHSON - Ganhou a briga com Bardeen, o prêmio Nobel aos 33 anos e depois pirou de vez.
5 - SHOCKLEY - Inventou o transistor e a disgenia. Seu esperma deve estar mofando em alguma geladeira americana.
6 - LATTES - Um brasileiro que poderia ter sido e que não foi. O que será que Bohr achou disso?
7 - HOYLE - Não ganhou por não ser convencional e certinho. Do mesmo modo que Borges.
Astronomia e Astrofísica(professor Kepler de Souza Oliveira Filho)
Por que estudar Astronomia? Nosso objetivo é utilizar o Universo como laboratório, deduzindo de sua observação as leis físicas que poderão ser utilizadas em coisas muito práticas, desde prever as marés e estudar a queda de asteróides sobre nossas cabeças, até como construir reatores nucleares, analisar o aquecimento da atmosfera por efeito estufa causado pela poluição, necessários para a sobrevivência e desenvolvimento da raça humana.
Em uma noite sem nuvens, em um local distante das luzes da cidade, o céu noturno pode ser visto em todo o seu esplendor, e é fácil entender porque desperta o interesse das pessoas. Depois do Sol, necessário à vida, a Lua é o objeto celeste mais importante, continuamente mudando de fase. As estrelas aparecem como uma miríade de pontos brilhantes no céu. Entre elas, os planetas se destacam por seu brilho e por se moverem entre as demais.
Este texto foi escrito para permitir acesso por pessoas sem qualquer conhecimento prévio de Astronomia e com pouco conhecimento de matemática. Embora alguns capítulos incluam derivações matemáticas, como Insolação Solar, Marés e Leis de Kepler Generalizadas, a não compreensão desses cálculos não compromete a compreensão do texto geral. As sessões de Evolução Estelar e Cosmologia Matemática requerem bom conhecimento de matemática e de física. Mesmo que o leitor pule as seções mais matemáticas, deve obter uma boa visão da Astronomia e Astrofísica.
Em uma noite sem nuvens, em um local distante das luzes da cidade, o céu noturno pode ser visto em todo o seu esplendor, e é fácil entender porque desperta o interesse das pessoas. Depois do Sol, necessário à vida, a Lua é o objeto celeste mais importante, continuamente mudando de fase. As estrelas aparecem como uma miríade de pontos brilhantes no céu. Entre elas, os planetas se destacam por seu brilho e por se moverem entre as demais.
Este texto foi escrito para permitir acesso por pessoas sem qualquer conhecimento prévio de Astronomia e com pouco conhecimento de matemática. Embora alguns capítulos incluam derivações matemáticas, como Insolação Solar, Marés e Leis de Kepler Generalizadas, a não compreensão desses cálculos não compromete a compreensão do texto geral. As sessões de Evolução Estelar e Cosmologia Matemática requerem bom conhecimento de matemática e de física. Mesmo que o leitor pule as seções mais matemáticas, deve obter uma boa visão da Astronomia e Astrofísica.
Pesquisa(Clube de Astronomia Amadora de Feira de Santana)
Projeto Reconhecendo o Céu
Um dos primeiros passos para ser astrônomo é aprender reconhecer as constelação. Dentro do projeto "Como Vejo o Céu" astrônomos membros da CAAFS fazem sistematicamente reconhecimento das estrelas, das constelações dos planetas etc. Planejam observações de estrelas variáveis, cometas eclipses em locais em locais afastados da cidade. Você também pode acompanhar estes trabalhos através do nosso blog.
Conhecendo as Constelações
O Clube de Astronomia Amadora de Feira de Santana- CAAFS pretende intensificar em 2008 o curso de reconhecimento das constelações com o objetivo de possibilitar a compreensão a seus membros maior habilidade no reconhecimento do céu e ao mesmo tempo introduzir conceitos fundamentais no que diz respeito à mitologia bem como o tipo estectral das estrelas que compões as constelações. Este estudo é exclusivo para membros do CAAFS.
Telescópio nas Escolas
O projeto Telescópios na Escola é um programa educacional que visa o ensino em ciências astronômicas utilizando telescópios robóticos do Observatório Astronômico Antares em parceria com a Secretaria de Educação do Estado através das DIREC'S e Secretaria de Educação do Município para a obtenção de imagens dos astros em tempo real. Os telescópios são operados remotamente através de uma página web criada pelo OAA.
Um dos primeiros passos para ser astrônomo é aprender reconhecer as constelação. Dentro do projeto "Como Vejo o Céu" astrônomos membros da CAAFS fazem sistematicamente reconhecimento das estrelas, das constelações dos planetas etc. Planejam observações de estrelas variáveis, cometas eclipses em locais em locais afastados da cidade. Você também pode acompanhar estes trabalhos através do nosso blog.
Conhecendo as Constelações
O Clube de Astronomia Amadora de Feira de Santana- CAAFS pretende intensificar em 2008 o curso de reconhecimento das constelações com o objetivo de possibilitar a compreensão a seus membros maior habilidade no reconhecimento do céu e ao mesmo tempo introduzir conceitos fundamentais no que diz respeito à mitologia bem como o tipo estectral das estrelas que compões as constelações. Este estudo é exclusivo para membros do CAAFS.
Telescópio nas Escolas
O projeto Telescópios na Escola é um programa educacional que visa o ensino em ciências astronômicas utilizando telescópios robóticos do Observatório Astronômico Antares em parceria com a Secretaria de Educação do Estado através das DIREC'S e Secretaria de Educação do Município para a obtenção de imagens dos astros em tempo real. Os telescópios são operados remotamente através de uma página web criada pelo OAA.
Ensino(Curso de Astronomia Amadora de Feira de Santana)
Curso de Iniciação à Astronomia - É um curso introdutório que o CAAFS pretende, realizar no período de 2008 pelo menos uma vez por ano. O Curso tem por objetivo iniciar o interessado em Astronomia nos conceitos elementares de astronomia tais como: astrometria astrofísica com aulas teórica e prática . Caso você seja um admirador do céu e pretende se aperfeiçoar entre em contato.As inscrições estão abertas.
Clube de Astronomia Amadora de Feira de Santana
O Clube de Astronomia Amadora de Feira de Santana - CAAFS ,teve sua primeira reunião no dia 07 de julho do ano de 2007 no auditório do Observatório Astronômico Antares.
É uma entidade sem fins lucrativos voltada para o estudo, pesquisa, o ensino e a divulgação da ciência astronômica. É constituída por astrônomos amadores ( estudantes do ensino fundamental, médio e superior e profissionais liberais) alguns pessoas com cursos extensivos em astronomia, ou que por curiosidade resolveram dedicar-se ao estudo da ciência astronômica e um grupo de pessoas formados por profissionais da área, de reconhecido nome junto a comunidade científica brasileira que forma o corpo docente do Observatório Astronômico Antares. Atualmente o CAAFS vem realizado nas sua reuniões palestras, cursos, exposições, esclarecimentos sobre eventos astronômicos através da Imprensa, acompanhando fenômenos celestes de grande interesse, como tais como eclipses lunares e solares, passagem do cometas a exemplo do P17/Holmes, chuva de meteoros, participação em congressos etc.
EQUIPE DIRETIVA BIÊNIO 2007/2008Presidente: Prof. Jose Carlos dos Santos (em Exercício)
Vice -Presidente: Otávio de Oliveira SantosSecretária Geral: Narjara Jurena S LimaDiretor Financeiro: Antonio Mario Passos BastosDiretor Técnico: Paulo Jakson A. Lago Diretor Editorial: Andréa Trindade da Silva
É uma entidade sem fins lucrativos voltada para o estudo, pesquisa, o ensino e a divulgação da ciência astronômica. É constituída por astrônomos amadores ( estudantes do ensino fundamental, médio e superior e profissionais liberais) alguns pessoas com cursos extensivos em astronomia, ou que por curiosidade resolveram dedicar-se ao estudo da ciência astronômica e um grupo de pessoas formados por profissionais da área, de reconhecido nome junto a comunidade científica brasileira que forma o corpo docente do Observatório Astronômico Antares. Atualmente o CAAFS vem realizado nas sua reuniões palestras, cursos, exposições, esclarecimentos sobre eventos astronômicos através da Imprensa, acompanhando fenômenos celestes de grande interesse, como tais como eclipses lunares e solares, passagem do cometas a exemplo do P17/Holmes, chuva de meteoros, participação em congressos etc.
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