O custo com o sistema que usa gás de cozinha e painéis não passa de um décimo das despesas do aquecimento convencio
Em Portugal, uma nova tecnologia de geração de energia protege o meio ambiente e o bolso dos consumidores.
A água do mar continua gelada, mas a ducha que os banhistas tomam na areia da praia é quentinha. Calor que vem da natureza. Nas parias da região de Povoa de Varzim, no norte de Portugal, a água é aquecida por painéis.
Com a luz do sol durante o dia, e mesmo à noite, com o luar, com o vento, até com a chuva.
A tecnologia utiliza gás de geladeira em vez de água dentro dos painéis. Mais sensível ao calor provocado por qualquer tipo de luz ou forma de fricção, o gás chega a 82ºC.
Depois de aquecido naturalmente, ele percorre uma serpentina dentro do reservatório d’água. “Esta é uma energia completamente limpa”, afirma um homem.
O custo com esse sistema não passa de um décimo das despesas com o aquecimento convencional.
O bolso do usuário é o termômetro do sucesso deste equipamento. Com energia elétrica e gás, uma família de, por exemplo, seis pessoas em Portugal gasta o mesmo que R$ 180 por mês para ter água quente nas torneiras, no chuveiro e no sistema de aquecimento central.
Com o equipamento, o custo não passa ao equivalente a R$ 18 mensais. Numa casa, até a piscina tem água quente graças a essa tecnologia.
O dono de um frigorífico gastava o equivalente a R$ 2 mil por mês com as caldeiras que aqueciam a água. Agora, não gasta nem R$ 200. “Quem paga o aquecimento da água é a própria natureza”.
O sistema parece sob medida para atender à nova lei ambiental portuguesa. Até 2020, todas as casas e empresas do país terão que se adaptar a formas de energia natural. A natureza respira mais aliviada.
Fonte: Jornal Nacional de 30/07/2008
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